Quem mata mais jovens: HIV ou Suicídio?

Segundo dados da OMS:Suicídio já mata mais jovens que o HIV em todo o mundo.

Assustador. A palavra correta para descrever esse fenômeno com cara de epidemia é exatamente esta: pânico. Tomamos um grandíssimo susto quando, sob uma ótica geral do planeta, podemos ver que a maior taxa de autocídios do mundo estão entre a faixa etária de 10 a 25 anos. Me assusta também notar que esta contagem começa aos 5 anos de idade. Dados vão apontar que, estatisticamente falando, o suicídio é a quinta causa de morte entre crianças de 5 a 14 anos, perdendo para em primeiro lugar, acidentes, segundo, câncer, terceiro, anomalias congênitas, quarto, homicídios e por fim o suicídio. Por incrível que pareça, o suicídio infantil é o menos estudado. Talvez por ser um assunto muito desagradável.


O que mata mais os jovens?

1,3 milhão de jovens morrem no mundo anualmente, vítimas de causas evitáveis ou tratáveis

  • 1. Trânsito: Acidentes são a principal causa de morte – 11,6% do total
  • 2. Suicídio fica em segundo, responsável por 7,3% das mortes
  • 3. HIV/Aids e infecções respiratórias
  • 4. Violência: O Brasil é o 6º país do mundo com mais homicídios em que vítimas são jovens

 

Segundo se estuda, vários fatores rondam como motivos para essas interrupções brutais da vida. Desde violência doméstica, abusos, bulling escolar, conflitos sociais e de  identidade são sérios agravadores para quem busca esse tipo de solução final.

Suicídio na infância

Muitos psicólogos acham que a criança com menos de 5 anos não comete suicídio, pois para eles a criança ainda não tem noção do que é a morte. Até 5 anos, não há noção de morte definitiva, a criança não reconhece que a morte envolve total cessação da vida e não compreende a não reversibilidade da morte. A segunda (entre 5 e 9 anos), caracteriza-se por uma forte tendência a personificar a morte. É compreendida como irreversível, porém não como Inevitável. Somente na terceira etapa (9 e 10 anos), a criança reconhece a morte como cessação elas atividades do corpo e como inevitável. E, somente na adolescência, estes são verdadeiramente capazes de apreenderem o conceito de morte bem como o significado da vida, entre 6 e 12 anos, a morte é definitiva e implica a cessação de todas as funções biológicas; as crianças classificadas nesta categoria expressam conceitos realistas sobre a morte. Assim, é possível entre 5 e 12 anos perceber a morte como final e irreversível.
Segundo Jean Piaget, no livro o juízo moral na criança, considera que a partir do momento em que a criança se torna consciente da diferença entre vida e morte, a idéia de morte incentiva a curiosidade da criança, pois, se tudo é acasalado a um motivo, a morte exige uma explicação especial.

Leia mais em: ‘Neste site

APANHADO GERAL DO TEMA:

O suicídio é hoje a terceira causa de morte na adolescência e a tentativa de auto-exterminio a principal causa de emergência psiquiátrica em hospitais gerais.

 

Nos últimos 10 anos, têm aumentado as taxas de tentativa de suicídio e suicídio consumado em jovens.

 

98% das pessoas que cometem suicídio apresentam algum trasntorno mental à época do Suicídio (Flesmann, 2002), especialmente transtorno do humor (depressão, bipolar, etc).

 

Mais de 70% das crianças e adolescentes com transtornos de humor grave não apresentam sequer diagnóstico que dirá tratamento adequado.

 

Em média, um único suicídio afeta outras seis Pessoas (Fleishman, 2002).

 

Muitas vezes o suicídio é omitido pela família, que apresenta dificuldade e preconceito para lidar com esta difícil questão (Bertolote, 2004).

 

O suicídio é uma das 10 maiores causas de morte em todos os países.

Homens cometem suicídio quatro vezes mais do que as mulheres e estas últimas tentam suicídio mais vezes, com métodos, porém menos letais.

 

A baixa incidência do suicídio em crianças está relacionada a maior dificulade de acesso a métodos letais e imaturidade cognitiva.

 

No Brasil, a taxa de suicídio em jovens entre 15 a 24 anos aumento 20 vezes de 1980  para 2000, principalmente entre homens (Wang, Bertolote, 2005).

 

A Depressão violenta pode levar a pessoa vítima da doença a enxergar na morte a única solução de problemas que poderiam ser resolvidos simplesmente com algum diálogo.

 

Em Janeiro, vou escrever mais sobre este tema, após alguma pesquisa mais detalhada.

Até lá pessoas.

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Autor: Douglas Alves

Um cara apaixonado por comunicação! Por foto, por gente, por política e por tudo que engloba o ser social. É difícil explicar.

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