2016, o ano da busca pelo equilíbrio

Com certeza 2015 foi um ano memorável. Para alguns, o pior dos últimos tempos. Em âmbito nacional, vivemos a pior crise política desde os tempos da ditadura. Na Educação, a mais debochada e dissimulada crise conceitual que se ouviu falar no Brasil. O governo se viu contra a parede em diversos momentos do ano, e foi obrigado a entender que a sociedade não é mais a mesma dantes. Era para ser um ano de retomadas e de importantes preparações para o ” ano das Olimpíadas ” 2016, mas com as crises borbulhando no cangote do Estado foi difícil tomar importante decisões. Além disso, no comércio tivemos inúmeros colegas que todos os dias nos bombardeavam de notícias ruins, que davam à nossa economia um semblante ainda mais raquítico e assombroso. Vários baixaram suas portas, desesperançosos do futuro econômico da nação. Os mais radicais, juntaram suas trouxas foram embora para ” Pasárgada”. Até os Freelancers que conhecia, deram um jeitinho brasileiro e buscaram se alocar num emprego para – tentar – buscar uma estabilidade. A crise veio para todo mundo e ficou claro que 2015 partiu sem deixar lembranças e sem provocar saudades em quem o viveu. Crises, golpes, mortes, revoluções e guerras em 2015.

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“Prefiro pensar que nao perdi nada, porque nao vendi nada. – Lírio Parisotto “

A Pantone e o fôlego para 2016

A Pantone anunciou este ano, pela primeira vez, duas cores – e não uma – como a ‘cor do ano’. Rose Quartz (Pantone 13-1520) e Serenity (Pantone 15-3919) são as cores de 2016. Ora, a empresa norte-americana é mundialmente famosa por seu sistema numérico de escala de cores e, desde 2000, divulga a cor do ano – que acaba se tornando referência para a indústria da moda e designers do mundo todo. (Fonte: Portal G1)

Particularmente, achei inovador a Pantone divulgar duas cores para este ano.  Não só porque as duas cores tem significados diferentes, mas porque a semiose envolvida nesse fato nos encaminha para uma possível expectativa de que 2016 possa ser melhor e mais representativo. Mas, falemos das cores:

Rose Quartz (Pantone 13-1520)

 

 

Serenity (Pantone 15-3919)

 

 


 

O respeito pela dualidade  e pela diversidade, intensifica ainda mais que 2016 deve um ano de passividade e de intenso diálogo. Essa sensibilidade faz a Pantone ser maior ainda em seus valores e justifica a o respeito que grandes autoridades no assunto tem sobre a marca. Fica evidente, que neste ano, nós que somos da área de comunicação, criação e afins ganhamos – pelo menos da Pantone – um aval para transitar no que se refere à invasão de limites. Cores opostas de nossa tabela, agora neste ano, transam entre si e prometem entregar um ano gráfico com grandes inovações.

Para os que gostam de ficar mais antenados no assunto, abaixo vou disponibilizar alguns links com tendências gráficas para esse ano. Mais uma vez, muito obrigado pela leitura, e até a próxima!

Links:

Tendências de vídeos para 2016

Como montar um orçamento de marketing digital para 2016

Como montar um planejamento de marketing digital para 2016

ADENDO:

Vou adicionar um link sobre o Snapchat. Sim, eu acho uma ferramenta muito incrível e didática. E que merece nossa atenção enquanto produtores de conteúdo.

Snapchat para marcas: um guia de marketing na rede social

 

 

 

 

 

 

 

 

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O Marketing Ímpar

Significado de Ímpar

s.m. O número que não pode ser dividido por dois: três é um número ímpar.
adj. Diz-se do número que não pode ser divido por dois: número ímpar.
Figurado. Incomparável; que não possui outro semelhante: um ator ímpar na dramaturgia brasileira.
Único; sem par: órgãos ímpares.
(Etm. do latim: impar.aris)

Fonte: http://www.dicio.com.br/

Bem, vou apresentar para vocês um pensamento – meu – que comecei a desenvolver agora e, logicamente por isso, tenho certa que vou mudar ou acrescentar conceitos sobre minha teoria.  Trabalho em uma empresa em Uberlândia que tem um forte foco em produção de conteúdo para marketing digital. Até aí tudo bem, certo? Estamos no caminho correto, divulgando e produzindo para a Web em Minas Gerais. Mas, que poderia dar errado? A resposta é bem curta: TUDO! Afinal, o Marketing não mudou,  e as regras dele continuam sendo tão aplicáveis hoje como a anos atrás em sua criação e conceitualização. Mas o que acontece é que com o passar do tempo, o Marketing colaborou para a transformação do consumidor em todos seus parâmetros. Ou seja, o Marketing proporcionou uma evolução de  conceitos e de como identificar  exatamente a necessidade do cliente através de ferramentas que com o passar do tempo, no caso hoje, fizessem com que o cliente fosse imune a esse Marketing de Massa . Isso significa que hoje, a massa apresenta perfis de comportamento que muitas vezes não variam na segmentação do mercado, mas variam no comportamento do indivíduo.

E é por isso, que nesses últimos dias eu venho pensando sempre em como trabalhar com esse indivíduo de maneira que a minha agência ou outras empresas que precisem atingir esse indivíduo consiga produzir um Marketing Direto sem se tornar ineficiente e demorado.  Nessa mesma sentença que elaborei o conceito de  Marketing Ímpar.

Um bom profissional de Marketing, precisa saber que a partir de agora o público alvo não pode mais ser tratado como um montante. Devemos considerar cada singularidade no consumidor para transformar em algo positivo essa rejeição que o Marketing de Massa possa produzir.

O MARKETING ÍMPAR

Conceito:

Consiste em uma estratégia concentrada de marketing direto, onde o indivíduo é inserido como parte do processo que tende a se tornar um sistema de Marketing Up-selling.

 Aplicação:

Logicamente, o Marketing Ímpar precisa e demanda mais tempo ou ferramentas mais exatas do profissional de Marketing. Um Big Data eficiente coopera significadamente nesse processo. É preciso identificar primeiramente quem é o público de massa, segmentar seu público alvo. Em cima desse alvo, determinar quais as variáveis determinarão os seus indivíduos ímpares que vão ser insensíveis ao conteúdo de marketing produzido, à estratégia que o Big Data  vai oferecer e principalmente às ações e campanhas que o profissional de marketing irá produzir. É muitíssimo importante atingir o Indivíduo Ìmpar  pois é ele quem vai provar a veracidade do seu Big Data e é ele quem pode te dar o feedback mais integral sobre o conteúdo de sua campanha ou processo de marketing. O Indivíduo Ímpar  é tão insensível que pelo fato de ser  sido atingido por sua estratégia de marketing ele tem grandes possibilidades de estar totalmente aberto para o processo de Up-seeling. Ou seja, com essa nova estratégia advinda do Big Data e com a produção de um conteúdo relevante o Indivíduo Ímpar, ele se tornou uma grande cliente em potencial para ter seu poder de compra totalmente explorado.

Bem, essa é a ideia inicial sobre o conceito. É claro que esses conceitos e aplicações vão variar em cada case. E claro também que vou compartilhar aqui no blog alguma novidade sobre o conceito do Marketing Ímpar.

Obrigado pela leitura, segue o blog e me acompanhe nas redes sociais. Em breve, tenho projeto de abrir um canal no Youtube e profissionalizar esse blog aqui também . Mas, tudo em seu tempo, não é mesmo?

Um abraço, e até a próxima.

A classe média brasileira é uma ex mulher raivosa.

O saudoso movimento ” original ” da classe média, nomeado por ela de panelaço, teve sua origem no Chile de 71 contra o governo esquerdista de Allende. O movimento abriu caminho para o golpe de estado pernóstico de Pinochet que culminou na morte ou desaparecimento de ( dados oficiais ) 40 mil pessoas. Não vivi no Chile de 71, mas estou vivendo no Brasil de 2015 e 16. Não preciso viver uma época para saber comparar ela com outra, e por isso afirmo que não estamos em crise de pão. As panelas do Chile de 71 estavam vazias, as do Brasil não.

Fazia anos que o  Um Brasil não se unia por um bem comum.  Mas esse bem é bom para quem? E quem é a comunidade por trás desse movimento?

Por Douglas Alves, 11 de Janeiro de 2016.

 

É gourmet o panelaço. Tem gosto, aroma e textura de tudo, menos de fome.

 

 O  saudoso movimento ” original ” da classe média, nomeado por ela de panelaço, teve sua origem no Chile de 71 contra o governo esquerdista de Allende. O movimento abriu caminho para o golpe de estado pernóstico de Pinochet que culminou na morte ou desaparecimento de ( dados oficiais ) 40 mil pessoas. Não vivi no Chile de 71, mas estou vivendo no Brasil de 2015 e 16. Não preciso viver uma época para saber comparar ela com outra, e por isso afirmo que não estamos em crise de pão. As panelas do Chile de 71 estavam vazias, as do Brasil não.

Babá chama atenção de criança para que pai possa fazer selfie da família. ( Imagem: Eduardo Nunomura)
O protesto dessa classe média, que havia anos se contentava e fazia piada com o corruptismo embuçado do país, tinha tudo para ser o maior movimento nacionalista que esse país já viveu. Ora, nem em tempos do movimento estudantil brasileiro vimos tanto reboliço em todos os cantos desse país. Tínhamos tudo para mover a maior massa em prol do bem da nação, isso se não fosse a péssima autocrítica que constrói esse movimento que vai às ruas. É pedante a argumentação de quem está lá. São iletrados na sua essência e são néscios de diálogo. Não sabem os porquês, sabem os pra quês mas jamais vão entender a essência dos movimentos e quais as formas – legais – de se atingir um bem comum onde toda a sociedade possa usufruir de igualdade. Precisa-se notar que palavras como sociedade, igualdade de direitos e unidade são vistos como ameaça.
Longe de mim criticar o movimento, até participei (  e ainda participo ) movendo e alimentando discussões sobre o tema. Inclusive, defendo calorosamente que esses movimentos não se acabem. Depois de anos estático finalmente o gigante brasileiro surge com opulência para mover seus raquíticos membros bradando justiça e o fim da corrupção e sedento na busca dos corruptos e corruptores.
Isso sim é um movimento de verdade!
Eu tenho medo da massa. Acho que nunca falei isso antes. Mas é escrevendo que tomamos coragem. Então declaro:
Sou um Agorofóbico (do grego ágora – assembleia; reunião de pessoas; multidão + phobos – medo), tenho medo de multidão. Não de um monte de gente reunida, mas de um monte de gente pensando igual! Tenho pavor, admito. Me arrepio de pensam que um dia posso acordar e esquecer de perguntar e questionar o porque e pra quê estou fazendo.  Gosto de questionar, de ir contra ou a favor, de pensar ou de abster-me de pensar. Isso é saudável. E é isso que me faz olhar por fora das panelas, por isso me abstenho de batê-las. Ora, quando vi o movimento achei interessante demais, mas fui procurar saber de onde viera e pra quê servira e vi claramente que não se encaixava com nosso momento político.  No Chile de 71 não havia diálogo, não havia interesse na sociedade.
Mas, a classe média não se contenta e ela não quer saber de pensar. Ela é igual a uma ex mulher  raivosa. Quem já foi casado sabe muito bem que por mais que os anos de cônjuge tenham sido proveitosos e dourados, no fim do relacionamento o que mais importa são os últimos dias  que são sempre tensos e cheios de farpas. É nos últimos dias que se descobre as verdades e os pormenores da relação. A ex mulher raivosa é cruel, ela não lembra dos momentos bons do casal, só lembra dos ruins, joga pra fora todas as suas mágoas e faz igual Mário Quintana:
” Se eu pudesse eu pegava a dor. Colocava dentro dum envelope e devolvia ao remetente!
(Mário Quintana)
E ela faz isso, a dor que fica nela ela devolve ao remetente mas antes, exibe para todos seu descontentamento e até aumenta um bocado da conversa, que é pra vingança ser mais fria.  Nossa classe média está magoada, cheia de rancor no peito e se sentindo traída!
Mas fique tranquila Dona Classe Média, a senhora não foi a única traída. Advinha quem ficou sem amigos e vai ter que rebolar para conseguir fazer seu trabalho e levar nas costas toda uma nação de mulheres no nome, só para provar que elas também tem competência?

A nova embalagem

Strigils and Sponges, 1879, pintado por Alma Tadema. Retratação de um banho romano.

 

Eu costumo dizer que um ano é o equivalente a um sabonete.  Isso pois a alguns anos atrás minha cabeça era tão incompleta de conceitos que eu precisava criar os meus para me integrar na sociedade.  Não obstante meus conceitos,  eu sempre gostei de metaforizar tudo. Transformar coisas complexas em modelos fáceis de absorver. Por isso, gosto da idéia de que um ano é igual um sabonete. E nessa metáfora,  o mês de janeiro é a embalagem.  Ora, em janeiro estamos com o sabonete na mão,  sem saber ainda a cor e a textura do conteúdo ( metaforize comigo ) onde aonda não sabemos qual o aroma ao certo. Só sabemos que vamos usar ele, de uma maneira ou de outra.
Assim, podemos dizer que Fevereiro e os outros meses formam o sabonete e que a nossa vida é o corpo ensaboado e aromatizado com esse sabonete cheio de curvas e surpresas. Estamos agora então com uma nova embalagem em nossas mãos. Anciosos para que seja de bom cheiro e textura. Que nosso corpo não seja vítima de efeitos alérgicos,  essas frescuras que nossa pele – de sensível e melindrosa que é – nos arremete.  Vamos nos lavar então.  Com muita alegria e esperança que em 2016 teremos boas novas.