Os novos botões do Facebook e o capitalismo.

O título desse artigo pode confundir um pouco, não é mesmo? Mas acredite, até o final desse texto eu vou provar para você que esse título é extremamente coeso.

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O título desse artigo pode confundir um pouco, não é mesmo? Mas acredite, até o final desse texto eu vou provar para você que esse título é extremamente coeso.

Ora, quem mais entende de capitalismo senão essa rede social que até setembro do ano passado tinha captado 4,30 bilhões apenas com publicidade, não obstante somente os ganhos com publicidade, os números de usuários da rede social também é assustador, estima-se que diariamente 1 bilhão acessam o seu perfil e ficam em média 2 horas por dia navegando, curtindo e compartilhando  conteúdo, e claro: consumindo publicidade, principalmente brasileiros.Facebook3trimestre

Fonte: http://idgnow.com.br

É claro que de números o  Facebook entende bem, já deu pra perceber que número de usuários e receita não é problema para ele. Mas o que fazer com tanta gente, com tanto like, com tanto compartilhamento e tanta informação?

Responda corretamente:

  1. O que fazer com os dados e informações recolhidas de quase 2 bi de pessoas? [ENEM-2015]

a) Vender para empresas e comerciantes interessados em Big Data.

b) Vender para empresas e comerciantes interessados em Big Data.

c) Vender para empresas e comerciantes interessados em Big Data.

d) Todas as alternativas estão corretas.

Não é difícil acertar esta questão acima, não é mesmo? Afinal, o Facebook é uma empresa. E empresas visam lucro, o lucro é o que motiva as empresas a investir e melhorar seus serviços. Essa é a seiva do capitalismo, a essência. E por isso, o Facebook sempre inova com feeds mais atrativos, botões diferentes e claro:  COM UM NOVO BOTÃO DE CURTIR ( eu disse que te provaria que existe relação extremamente coesa ). Mas o que leva uma rede social, famosa por sua inflexibilidade de alterar seus padrões estéticos, a alterar drasticamente um botão tão importante? Lucro!  Sim, esse botão agora com novas opções é claramente para coletar mais precisamente Big Data dos usuários. Quando falo de Big Data, eu falo de informações sobre o comportamento, reação, comportamento psicológico do usuário, noções de estranhamento com determinada marca/produto ou tema, e assim por diante.  Um simples ” curtir ” pode identificar um potencial consumidor de alguma marca ou produto. Claramente, as estratégias para falar com essa pessoa é responsabilidade da agência que consumirá o Big Data.

Não é segredo para ninguém que a principal função do Facebook é nos vender anúncios ou diretamente no feed, ou participando do remarketing eletrônico e várias outras estratégias do marketing. Não se deixe iludir pelo vídeo do bebê fofo fazendo fofices, pois logo depois desse vídeo, você vai rolar o seu feed e vai ter um anúncio se aproveitando do seu bom humor que o bebê te proporcionou, isso vai abrir sua receptividade para o anúncio e proporcionar uma resposta mais ampla sobre a propaganda exibida.

Facebook Knows You
A palavra Facebook, ou livro de rostos traduzido pifiamente, simboliza a leitura do comportamento do consumidor, traços de personalidade, sazonalidade do humor . Até a criação da rede social, não houve uma estratégia tão precisa e economicamente tão segura capaz de delegar tal tarefa. 

QUAL A RELAÇÃO DOS NOVOS BOTÕES COM O CAPITALISMO?

Com os novos botões a estratégia do Facebook de captar informações mais precisas e naturais será aguçada. É talvez até pedantesco ficar no discurso de ” isso foi estratégico; foi intencional para vitimar os consumidores; foi apenas mais um investimento para encher mais de anúncios nosso feed; ” e por aí vai, é mais interessante ressaltar então a nossa responsabilidade enquanto usuários dessa rede. O Facebook é para postar-mos o que quiser, tudo bem, mas devemos sempre nos lembrar: por trás dos botões legais, existirá sempre um monte de empresas o esfregando as mãos esperando você cair na armadilha. Observando o seu comportamento e tudo o que você faz na rede social, para fazer a roda do capitalismo girar.

Muito obrigado pela leitura pessoal, até a próxima!

 

A saúde de Uberlândia respira com ajuda de aparelhos

Texto de Douglas Alves

A Secretaria Municipal de Saúde tem como principais atribuições formular e coordenar a política municipal de saúde e supervisionar sua execução nas instituições que integram sua área de competência, em coordenação com o Conselho Municipal de Saúde. Além disso, participa do planejamento, programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde – SUS, no seu âmbito de atuação, em articulação com a direção estadual e nacional do Sistema.  Mas o que vemos hoje é uma enxurrada negra e espessa de reclamações consecutivas  sobre o aparente descaso da Secretaria Municipal de Saúde. Seria falta de diálogo com o gabinete do atual prefeito? Ou seria o custo da pasta  e do orçamento – duvidoso – que foi aprovado segundo a LOA.  Em 2016, foi aprovado para a Saúde o montante de R$ 564.481.204,00 ( quinhentos e sessenta e quatro milhões ), o ano mal começou e a chuva de reclamações sobre obras paradas, unidades sem médicos, greves consecutivas, funcionários sem salário e outros infinitos temas que corriam ( antes ) à boca miúda. O atual prefeito trava agora uma guerra fria contra os trabalhadores da saúde na cidade, ele entra na justiça para obrigar os funcionários a voltar ao trabalho. Os trabalhadores entraram de greve por não aceitar as propostas do gabinete do prefeito.

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Fonte: Jornal Correio de Uberlandia

 

Uma matéria no Correio de Uberlândia, publicada em 18/Jan evidencia a crise, acompanhe:

A saúde pública em Uberlândia não teve um ano fácil em 2015. Esgotamento de insumos médicos e medicamentos, falta de vagas nos hospitais e de leitos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), atrasos salariais e até estado de emergência fizeram parte do quadro no ano que passou. Em 2016, com uma demanda crescente e as inseguranças relacionadas aos repasses de verbas da União e do Estado em um cenário de crise econômica, a Secretaria Municipal de Saúde sinaliza a atenção básica como prioridade para melhorar o atendimento à população.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Dario Rodrigues dos Passos, essa é uma alternativa que vem sendo trabalhada ao longo desta gestão e que ainda depende de ajustes e de conscientização. “Grande parte dos problemas da população se resolve na atenção básica e, atualmente, cerca de 80% dos casos atendidos nos pronto-atendimentos das UAIs (Unidades de Atendimento Integrado) são de pessoas que poderiam ser atendidas em ambulatório”, afirmou o secretário.